sábado, 10 de junho de 2017

Viagem a São Tomé e Príncipe (02 a 05-Jun-2017)


Eu e mais um casal amigo, Flávio e Janira (naturais de Cabo-Verde) decidimos passar o fim de semana em São Tomé e Príncipe.


Desde Luanda, é só hora e meia de viagem, nem dá para dormir. À chegada um amigo nosso foi-nos buscar e levar ao hotel, de seguida, a primeira experiência nova. Uma festa no mato, literalmente, MATO (palmeiras e outros tipos de árvores, bastante denso). Muito criativo.



Na primeira noite fiquei hospedado no Hotel São Pedro Guesthouse, bem simpático.



(Hotel São Pedro Guesthouse)

(Baía de São Tomé)

Próximo destino, Fábrica do Café - Monte Café (sentido Sul)

Localizada numa zona bastante acidentada, na região de Mé-Zóchi, a Monte Café é das roças mais antigas do arquipélago, tendo sido fundada, em 1858, por Manuel da Costa Pedreira.



Em 1910, a propriedade, pertencente então a D. Claudina Freitas Chamiço, abrangia uma área aproximada de 8600 hectares e estendia‑se desde a sua sede até à costa oeste, perto da roça de Santa Catarina.
Foi sede da Sociedade Agrícola Terras de Monte Café, tendo como dependências as roças de São Nicolau, Nova Moca, Saudade, Bemposta, São José, Santa Catarina, entre outras. Implantada a 670 metros de altitude, em terrenos bastante propícios para a cultura de café arábica, com 1080 hectares de área cultivada, assumiu um lugar de destaque como maior produtora de café e como uma das principais roças do país, sendo igualmente grande produtora de cacau.
Devido à sua dimensão e localização, na proximidade com a Vila da Trindade (onde era feito todo o apoio exterior e administrativo à operação roceira da zona), Monte Café tornou‑se um dos principais núcleos urbanos de São Tomé. Organizada segundo a tipologia «roça‑cidade», o seu conjunto edificado abrangia uma área com cerca de oito hectares, distribuídos por sucessivos patamares. Edifícios em diferentes cotas organizavam‑se em torno de um grande terreiro murado, para onde convergia toda a actividade da roça.


A norte, a uma cota inferior, localizam‑se o bairro das sanzalas e os estábulos. A parte administrativa concentra‑se à entrada, bem como o terreiro e a torre sineira, os armazéns e os secadores. A uma cota superior, e com ampla visibilidade para todos os espaços da roça, estão implantadas as casas do administrador e dos encarregados. Por fim, no último patamar encontra‑se o hospital e a capela mortuária.
A arquitectura da roça Monte Café sofreu apenas alterações de pormenor na traça original dos edifícios, reconhecível nos antigos registos iconográficos, mantendo‑se as soluções primitivas de volumetria, as varandas alpendradas, as escadas de acesso, as guardas e o recorte dos vãos. A grande casa principal tem três pisos, o último em forma de torreão a um canto. A sua construção é composta por alvenaria de pedra, com as varandas, escadas e guardas recortadas em betão. As varandas alpendradas não contornam o edifício e num dos topos o piso é vazado, criando um alpendre de grande dimensão.






(No interior do museu não é permitido tirar fotos)

O secador principal, talvez a obra mais interessante de todo o conjunto, é totalmente construído em madeira. É composto por dois grandes volumes que incluem uma guarita central elevada para casa do guarda, com a finalidade de vigiar os trabalhos durante o dia e manter a segurança à noite.
Na parte norte do terreiro encontra‑se uma outra estrutura de madeira de grande interesse, que servia de estufa e recolha dos tabuleiros de secagem. As sanzalas são mais um exemplo típico da construção de blocos em bandas duplas, com habitações viradas para ambos os lados, formando arruamentos, com três lavadouros numa das alas.
O património de Monte Café tem sido considerado como um espaço de encontro entre povos e culturas. Foi para tal determinante a contratação, como atestam os diversos registos, de coolies chineses oriundos da antiga colónia de Macau.


(Antigos CTT)

(Framboesas vendidas por miúdos à beira da estrada, uma delícia)
Paragem obrigatória nas Quedas de Água de São Nicolau







(com Flávio e Janira)


A caminho do Sul para a Praia Grande. (fruta pão e as lavadeiras no rio)





(é curioso ver um sinal de trânsito, ainda feito em pedra)

Paragem para almoçar no Restaurante Mionga - com uma paisagem magnífica (de realçar a flôr bico de papagaio)



(paisagem natural reconfortante)




(almoçando na floresta)
(um dos petiscos com que nos brindaram - beringela panada com molho branco)

De volta à estrada a caminho do Sul, o objetivo é chegar ao Resort da Praia do Inhame.

(Pico do Cão Grande)
(São Tomé é um dos grandes produtores de óleo de palma)






Chegada a Porto Alegre, Praia do Inhame.


(quarto onde fiquei hospedado)
Ainda deu tempo para dar um mergulho, mas as fotos só foram tiradas no dia seguinte.










(tantos motivos para fotografar - autêntico paraíso)














(sequência natural)


Travessia para o Ilhéu das Rolas. O mar está bastante agitado com ondas de 2m, mas o marinheiro foi devagar e lá chegámos com tranquilidade.


(sem palavras para tanta beleza natural)
No Ilhéu das Rolas fomos acompanhados por dois guias, Zézito (canta muito bem, com grande reportório e Pedro (vive no ilhéu). O ponto a visitar era o local onde passa a Linha do Equador.
A caminhada foi magnífica com várias paragens.



(uma planta fora do normal, "Não me Toques", vejam porquê?)





Monumento a Gago Coutinho e Sacadura Cabral - Linha do Equador



(Zézito - o cantor, guia)
(Pedro - o pescador)

(Moçambique e Angola - onde nasci e onde trabalho)

De seguida, descemos para ir conhecer a zona costeira do ilhéu. Deslumbrante.











Preparados para regressar à ilha, Porto Alegre.

(Zézito aproveita para levar um peixe serra (fumo em Sº Tomé) para o hotel)



A fazer horas para o almoço, vista da praia através da esplanada do restaurante do resot.




No regresso à Capital, fizemos uma última paragem numas piscinas esculpidas nas rochas. Foi pena o mar estar tão bravo, foi impossível tomar banho.



São Tomé e Príncipe, oficialmente República Democrática de São Tomé e Príncipe, é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais e várias ilhotas, num total de 1001 km², com cerca de 192 mil habitantes.

  • Capital:       São Tomé
  • Moeda:        Dobra (um euro = 25.000 dobras)
  • Presidente:  Manuel Pinto da Costa

Para quem está a viver em Angola, aconselho a visitar São Tomé e Príncipe, um paraíso fabuloso.
Cada vez são mais baratos os voos para a ilha. Convém levar euros ou dólares, não aceitam pagamentos com cartão, só indo ao banco levantar.